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A Independência do Brasil no século XXI

O Brasil passou por um longo período de sua história como colônia portuguesa, desde a data de seu descobrimento até que D. Pedro I no dia 7 de setembro de 1822 proclamou sua independência, com a intenção de que todos os laços de subordinação, outrora impostos pela metrópole, fossem então rompidos.
Será que podemos dizer que alcançamos tal objetivo?

A falta de planejamento estratégico de longo prazo inerente às consecutivas gestões presidenciais desde a chamada década perdida até os dias de hoje, tornou-se a principal razão pela estagnação desenvolvimentista do nosso país.

O Brasil, detentor de invejável potencial de desenvolvimento, passa por um momento delicado para alcançar um crescimento adequado a fim de que nos livremos “ad infinitum” do fantasma da crise econômica interna e externa que hoje vivemos.

Obtivemos há pouco tempo atrás o mais decepcionante equívoco de projeção de crescimento do país de toda a história. Esperávamos crescer entorno de 3 a 4% e obtivemos um resultado real inferior a 0,5%.

A falta de planejamento da gestão FHC, que preferiu tachar como custo e não como investimento as verbas destinadas ao setor energético, nos levou à uma crise e a um inconveniente racionamento de energia elétrica, principal razão para que assistíssemos agora a esse ínfimo percentual de crescimento.

Além disso, o Brasil perdeu parte de sua identidade do setor econômico sobre o qual atua.

O que somos hoje? Um país essencialmente industrializado? Um país de produção primária, agropecuário, extrativista? Exportamos tecnologia?

É mais do que necessário neste momento histórico pelo qual estamos passando, que saibamos nortear investimentos sustentavelmente planejados para que consigamos taxas de crescimento acima de 3 ou 4% a cada ano pelas próximas décadas.

Se isto não for encarado com a devida seriedade, sofreremos freqüentes crises econômicas, inflação, desemprego e recessão e condenados à eterna dependência das grandes potencias econômicas mundiais.

A inteligência, a audácia, e a criatividade do povo brasileiro não podem mais ser subestimadas, mas sim valorizadas para que comecemos então a ter um desenvolvimento real e sustentável por longos períodos.

Já não é mais possível que se admita termos que exportar um navio repleto de soja para que possamos trazer um chip para microcomputadores!

Temos que investir no desenvolvimento de nossas indústrias, para que possamos ter competitividade no mercado internacional e deixarmos de ser oprimidos pela máquina capitalista dos países do primeiro mundo.

A Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) está às nossas portas, e qual será nosso real papel? Mais uma vez colônia? Não, isto é inadmissível.

Para que então possamos reverter este processo de um fatídico retorno ao passado colonial, teremos que fazer prevalecer nossa força de trabalho e cobrar seriedade e dignidade de todos os nossos governantes para que assim possamos mais uma vez nos orgulhar de ser um país realmente independente.

Publicado dia 22/10/2013

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